Os outros artigos desta série explicaram o que é WebMCP, de onde veio, e por que importa. Este é diferente: é sobre como conectar especificamente o seu site, hoje, sem depender de mais teoria. Se você já entende o conceito e quer o caminho prático, comece aqui.
Passo 1: liste as ações reais do seu site
Não é sobre páginas, é sobre ações. Um formulário de contato é uma ação. Uma busca é uma ação. Um botão de “adicionar ao carrinho” é uma ação. Anote cada uma, sem julgar ainda se vale a pena — o objetivo aqui é ter a lista completa antes de escolher.
Passo 2: escolha UMA ação para começar
Critério simples: a mais usada, mais simples de descrever, e de menor risco se algo der errado. Para a maioria dos sites, busca ou formulário de contato são bons candidatos — já existem, já funcionam, e um erro na declaração não causa dano grave.
Passo 3: escreva a descrição antes de escrever código
Antes de tocar em toolname ou registerTool(), escreva em uma frase, em português claro, o que essa ação faz e quando um agente deveria usá-la. Se você não consegue escrever essa frase com clareza, o problema não é técnico ainda — é que a ação em si precisa ser mais bem entendida primeiro.
Passo 4: implemente com a API certa para o caso
Se a ação já é um formulário HTML simples, use a API Declarativa: adicione toolname, tooldescription e toolparamdescription nos campos relevantes. Se a ação depende de lógica mais complexa que não é só enviar um formulário, use a API Imperativa com document.modelContext.registerTool(), definindo nome, descrição, schema de entrada e a função execute.
Passo 5: teste de verdade, não só visualmente
Ative chrome://flags/#enable-webmcp-testing, reinicie o navegador, acesse sua página e rode await document.modelContext.getTools() no console. Confirme que sua tool aparece com nome, descrição e schema corretos. Depois, teste a execução com executeTool(), passando parâmetros válidos e inválidos, para ver como ela se comporta nos dois casos.
Passo 6: ajuste, não abandone no primeiro erro
É normal a primeira tentativa não sair perfeita — descrição confusa, schema incompleto, execução que falha em algum caso não previsto. Ajuste, teste de novo. É esse ciclo de ajuste que constrói o domínio prático discutido em outro artigo desta série.
O que fazer depois de uma ação funcionando bem
Volte para a lista do Passo 1 e escolha a próxima ação a declarar, aplicando o mesmo processo. Não existe pressa para “terminar” — existe, sim, valor em ir expandindo de forma constante e testada.